CUSTO DE VIDA

 

PERFIL DO CONSUMO FAMILIAR EM SANTOS - JANEIRO/1999 a OUTUBRO/2000

Por meio de pesquisas realizadas domiciliarmente, a Universidade Santa Cecília, através de seu Núcleo de Pesquisas e Estudos Sócioeconômicos - NESE, efetuou levantamento sistemático do consumo mensal de várias famílias residentes na cidade de Santos. Este tipo de pesquisa é denominado Pesquisa de Orçamento Familiar, (POF). O objetivo do POF é, especificamente, identificar em detalhes o que as pessoas e o grupo familia à qual pertecem têm por hábito consumir, permitindo ainda uma fotografia da condição socioeconômica deste grupo pesquisado. (Veja a Metodologia da Pesquisa)

 

Alimentação = 15,20% Alimentação = 15,20% Habitação = 28,35% Habitação = 28,35% Transporte = 18,87 % Transporte = 18,87 % Despesas Pessoais = 15,39% Despesas Pessoais = 15,39% Vestuário = 4,74% Vestuário = 4,74% Saúde = 9,86% Saúde = 9,86% Educação = 7,35% Educação = 7,35% InvestSantos


Predominância entre os R$801,00 a R$1600,00 com 30,2%

 

HABITAÇÃO - É o ítem que mais pesa no orçamento familiar, representando 28,3% do total de gastos. Estão Incluídos neste ítem, gastos com financiamento, IPTU e contas de consumo (água, eletricidade e telefone).

TRANSPORTE - O santista gasta mais do que imagina na aquisição e manutenção de seu veículo. O município apresenta um dos maiores índices de "veículo per capita" - um automóvel para cada dois habitantes. O ítem (que inclui uma eventual prestação de financiamento, gastos com combustível e peças de reposição) representa 18,87% do orçamento. Segundo o NESE, o gasto com transporte coletivo não chega a 2%, já que a maioria dos trabalhadores recebe vale-transporte.

ALIMENTAÇÃO - O resultado surpreendeu até mesmo os pesquisadores do NESE. Despesas com comida respondem por 15,20% do orçamento do santista, enquanto para o paulistano (segundo a FIPE) o comprometimento é de 22,73%.

DESPESAS PESSOAIS - Cinema, teatro, futebol, revistas, passeios, tratamentos estéticos, cigarro, bebidas e outros produtos de escolha subjetiva respondem por 15,39%. Vale ressaltar o peso dos gastos com vícios no orçamento doméstico: fumo, 0,79% (ou aproximadamente R$3.000,00 por ano); bebidas alcoólicas (1,02% ou R$3.900,00 por ano); bingo, loterias e outros jogos, 2,72% (ou R$10.350,00).

 

SAÚDE - Gastos com planos de saúde, medicamentos e eventuais despesas hospitalares equivalem a 9,86% do total.

EDUCAÇÃO - Escolas Particulares, cursos de inglês, informática, material didático e outros gastos desta natureza representam 7,35% do total.

VESTUÁRIO - Compra de roupas equivalem a 4,7% do orçamento. O estudo revela que as mulheres gastam mais do que o dobro neste ítem do que os homens (1,7% contra 0,8%). Deve-se considerar que além do maior gasto das mulheres, há também, mais mulheres no município.

CHEFES DE FAMÍLIA POR RENDA - Quanto aos chefes de família, 64,7% são homens e 35,3% mulheres. Quanto às rendas dos chefes de família, no gráfico acima estão demonstrados os percentuais, por faixa, de toda a amostra levantada, ou seja, de 218 domicílios. Identifica-se uma predominância entre os R$801,00 a R$1600,00 com 30,2%.

CONDIÇÃO DE RENDA POR FAIXA EM RELAÇÃO AO SEXO - As mulheres têm uma participação proporcionalmente maior na renda mais baixa. Mas, à medida que a renda sobe, essa participação cai.

À medida que a renda sobe, a participação das mulheres cai.

 

 

Chefes de família por escolaridade - Constatou-se que 28,4% tem apenas até o ensino fundamental completo, 21,9% até o ensino médio completo, ou seja, mais de 50% tem escolaridade considerada baixa, 2,8% são analfabetos e apenas 14% tem curso superior completo.

DOMICÍLIOS

25,8% dos domicílios são alugados;

58,5% são proprietários com imóveis quitados;

5,5% são proprietários com imóveis financiados;

10,2% são casos de imóveis cedidos, compartilhados com a família, áreas invadidas e etc.

Predominância de proprietários com imóveis quitados. (58%)

DISTRIBUIÇÃO DE DOMICÍLIOS SEGUNDO POSSE E FAIXA DE RENDA

É relevante a condição econômica quanto à posse, em relação diretamente proporcional entre posse e renda, destacam-se os 10,4% na faixa de renda até R$800,00 que estão em domicílios cedidos, normalmente por familiares. Os 10,4% caracterizados como outras situações, incluem desde invasões, cortiços e situações não esclarecidas pelos residentes. O certo é que constitui-se da camada mais carente e que tem, efetivamente, muita dificuldade em ter onde morar.

Fonte: Núcleo de Pesquisas e Estudos Socioeconômicos - NESE - Elaboração: SEPLAN / Coplanec

 

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