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PIB santista cresce acima da média do Estado

Renda per capita é a terceira maior do País

 

MARCELO SANTOS
DA REDAÇÃO 

A economia santista cresceu na última década em um ritmo bem acima da média paulista. Segundo projeção feita pela consultoria paulistana Gonçalves & Associados, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de Santos foi de 20% a 30% superior ao do Estado de São Paulo. Já a renda per capita santista é a terceira maior do País.

De acordo com a consultoria, o PIB (soma das riquezas produzidas no período de um ano, inclusive salários) de Santos chegou a R$ 31,482 bilhões no ano passado, correspondendo a 2,6% do Estado.

De R$ 1,206 trilhão do PIB do Estado no ano passado, a Capital foi responsável por R$ 427,9 bilhões (35,48%). Santos está em sexto lugar, ameaçada por Barueri, com R$31,304 bilhões (2,6%).

Santos fica atrás das principais cidades da Grande São Paulo (São Bernardo do Campo, Osasco e Guarulhos) e Campinas, mas está à frente de duas grandes forças do interior ­ Ribeirão Preto e Sorocaba (confira o quadro).

 

Cidades Mais Ricas

 

O diretor técnico da consultoria, Carlos Gonçalves, doutor em Ciências Sociais pela PUC-SP, afirma que o excelente desempenho de Santos é reflexo da "grande onda" que é o pré-sal, que já está atraindo negócios, e também pelo crescimento do Porto, aliados a um padrão de renda familiar elevado em relação às demais cidades. "Santos tem uma economia interna forte que gira para atrair investimentos".

Gonçalves ressalta que o forte crescimento santista pode embutir um efeito estatístico, considerando-se que a Cidade registrou um baixo desenvolvimento até os anos 1990, passando a se expandir bruscamente na última década. Na hora de comparar uma base baixa com uma mais alta, há o percentual acentuado.

Porém, a expansão de Santos é evidente. A oferta de crédito fez disparar o investimento imobiliário, que até 2007 sofria uma estagnação de pelo menos duas décadas. Depois das vendas de casas e apartamentos, que continuam aceleradas, esse mercado fatura agora com a construção de prédios de escritórios, muitos deles para o setor de petróleo e gás.

Em Santos, o comércio cresceu com a melhora do poder aquisitivo dos trabalhadores e o Porto recebeu investimentos por meio da expansão dos terminais, beneficiando seus prestadores de serviços. 

 

Estudo

Para realizar a projeção, Carlos Gonçalves utilizou os dados do PIB calculados pelo IBGE ­ os mais recentes divulgados pelo instituto são de 2008. Em seguida, projetou o crescimento das cidades com base no desempenho do PIB do País até o ano passado, conseguindo atualizar o PIB municipal para 2010. A consultoria faz pesquisas de mercado, marketing e de opinião. As projeções acabam beneficiando empresas que buscam cidades para receber seus investimentos. 

 

Fonte: Jornal A Tribuna - 14/08/2011

 

 

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