Baixada gera 2 mil empregos em julho
Cubatão garantiu desempenho regional
MARCELO SANTOS
DA REDAÇÃO
A geração de empregos com carteira assinada na Baixada Santista se manteve forte no mês passado, apesar de uma leve queda em relação ao período igualmente anterior. Segundo o Ministério do Trabalho a região gerou 1.965 vagas (diferença entre admissões e demissões) em julho, frente aos 2.283 postos em junho.
Mesmo desacelerando de junho para julho, a geração de vagas na Baixada demonstra uma tendência de aquecimento. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do ministério, depois da perda de fôlego no começo do ano devido ao fim da temporada, a região criou 1.890 vagas em abril e 757 em maio, situando-se por volta de 2 mil vagas em junho e mais 2 mil também em julho.
Porém, a forte geração de vagas em julho está concentrada em apenas duas cidades Santos e Cubatão, responsáveis por 82%. As duas, entretanto, tiveram comportamento diferente de um mês para outro. Santos saiu de 1.338 vagas em junho para 998 em julho. Cubatão fez o caminho inverso saltou de 356 em junho para 610 no mês passado.
Os dados de julho ainda não incluem os números por funções, mas, no acumulado de janeiro a junho, Santos gerou 490 vagas de operadores de telemarketing receptivo. Esses trabalhadores estão sendo contratados pela Tivit, uma das maiores operadoras de call center do País. Esse setor deve continuar cooperando para o saldo positivo do mercado de trabalho santista porque a própria Tivit ainda está em expansão e a Atento, do Grupo Telefônica, também instalou seu call center no Centro de Santos.
Em Cubatão, um polo industrial, 275 das 610 vagas criadas concentram-se em serviços. Provavelmente elas estão relacionadas aos trabalhadores das obras de ampliação das grandes empresas.
Depois de Santos e Cubatão, o destaque da região fica com Praia Grande, com 145 vagas geradas, e Guarujá, com 140. Praia Grande, cuja economia cresceu e se tornou importante dentro da Baixada, tem mantido uma sequência mensal de bons números. Em junho, a geração foi de 275 empregos.
O Caged também apontou saldo positivo em mais quatro cidades. Bertioga registrou 42 novas vagas e Itanhaém, mais 35. Mongaguá abriu 23 postos de trabalho e Peruíbe, 18. A única exceção na Baixada Santista foi São Vicente, que encerrou 46 empregos (mais demissões e admissões). Em junho, a cidade tinha criado 40 empregos.
Mão de obra instável
O trabalho da construção está instável. Santos e Cubatão criaram juntas 235 vagas, mais do que toda a região. Isso porque Bertioga, Itanhaém, Peruíbe e São Vicente fecharam 106 empregos. As demissões são feitas quando uma obra termina, mas com o boom imobiliário, novas construções garantem o saldo positivo.
POR SETORES
Segundo o Caged, 57% dos empregos gerados na região em julho estão em serviços, com 1.128 vagas desse total, 604 são de Santos. Também na Baixada, o comércio abriu 266 vagas, sendo que 159 estão em Santos. Na indústria, o destaque é Cubatão, com 172 postos. As outras oito cidades criaram apenas 44 vagas.
Em um ano, Baixada cresce e País recua
No País, o saldo de empregos criados com carteira assinada em julho somou 140.563, segundo o Caged. Em julho do ano passado, foram 181.796 novas vagas, levando a uma queda de 22,6%. A Baixada teve desempenho muito melhor. Em julho do ano passado, a região criou 1.487 vagas, saltando para 1.965 no mês passado, um aumento de 32%.
No mês passado, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse que imaginava um saldo para julho maior do que o verificado no ano passado. Na semana passada, no Rio de Janeiro, ele previu que o saldo seria parecido ou idêntico ao resultado registrado no período em 2010.
Nem uma coisa nem outra ocorreu. Em junho, o resultado ficou em 215.393. O pior momento mensal de geração de vagas este ano foi em março, quando o Caged registrou um saldo positivo de apenas 92.675 vagas.
No acumulado do ano até o mês passado, as contratações superaram as demissões formais em 1.593.527 postos. Em idêntico período do ano passado, o saldo das efetivações com carteira assinada foi de 1.856.143. No acumulado dos sete meses do ano, houve uma redução na criação de empregos de 14% na comparação com janeiro a julho de 2010.
A meta do governo para este ano é atingir 3 milhões de novos empregos com carteira assinada no País. O ministro manteve ontem a projeção. "Este ano, teremos comportamento diferente do visto no ano passado", acrescentou, salientando que em 2010 o poder público não pôde contratar por contadas eleições.
"Não foi tão bom quanto gostaríamos que fosse", disse ele sobre o resultado nacional de julho. Ele não admite que há uma desaceleração em curso. (Agência Estado)
Fonte: Jornal A Tribuna - 17/08/2011
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