NOTÍCIAS

 

Porto privado terá investimentos de R$ 2,3 bilhões
Previsão é de que obras fiquem prontas em 2013; terminal terá 803 mil metros quadrados

Nelson Rocco

O Porto de Santos deverá ter a capacidade triplicada de acordo com os planos do governo federal de investir R$ 1,5 bilhão até 2014, mas a operação portuária deverá ficar ainda maior graças aos projetos privados que estão sendo tocados na Baixada Santista. O Embraport é um deles.

A construtora Norberto Odebrecht e a Global Port World, empresa pertencente à autoridade portuária de Dubai, iniciaram a implantação do Embraport em agosto de 2006. A construção do terminal portuário em si começou na virada de 2007 para 2008. São 803 mil metros quadrados, divididos em três grandes áreas, localizados no Guarujá, uma das cidades da Baixada Santista. O acesso ao terminal é feito pela rodovia Piaçaguera-Guarujá. “Em outubro do ano passado, a construção foi intensificada e estamos a todo o vapor”, avisa Regina Tonelli, gerente de qualidade do Embraport. A previsão é de que a primeira fase do terminal comece a operar em 2013.

Segundo Regina, as áreas são separadas por um rio e por uma ferrovia. Na área norte ficará a administração, o acesso e os portões; na central, haverá um pátio ferroviário e um armazém de carga; enquanto na sul será construído o cais de 1.100 metros, dois píeres para líquidos, tancagem para líquidos e um espaço para atividades retroportuárias de 340 mil metros quadrados, para armazenamento de cargas em geral.

“O investimento total está orçado em R$ 2,3 bilhões”, conta Regina. Mas ele só começou após conseguirmos o licenciamento ambiental, obtido em agosto de 2006. “Daí iniciamos uma série de programas ambientais para a flora e a fauna, como forma de compensar os efeitos da construção.” Quando estiver completo, o Embraport terá capacidade anual para 2 milhões de TEUs e 2 bilhões de litros de etanol por ano. Um TEU representa a capacidade de carga de um contêiner marítimo normal, de 20 pés de comprimento por 8 pés de largura e 8 pés de altura.

Em outubro de 2009, a Odebrecht e a GP World ganharam novos sócios no empreendimento. A primeira ficou com 24,5% do capital, enquanto a segunda passou a deter 26,9% após a entrada da trading Coimex, com 15,3%, e o fundo FI-FGTS, que tem 33,3% do capital total.

Fonte: www.economia.ig.com.br - 30/03/2011

 

Fechar Janela